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Suspiro

  • 5 de abr. de 2021
  • 1 min de leitura

Algo não estava bem, e eu sabia. As insónias - que andavam estranhamente calmas e distantes - invadiram-me na noite anterior. Passei a noite em claro com mil e um pensamentos. Pensei no novo normal. O que era isto de estar a viver uma pandemia. Apenas ouvira falar nas aulas de história tão bem contadas pela professora Tininha. Quanto tempo iria durar. 15 dias? 1 mês? Era incerto e um ano depois assim o é. Pensei na volta que a nossa vida havia levado. Uma volta que vinha desde dezembro de 2018. Uma dor que nos invadira e ainda ardia. Adormeci... não queria pensar mais.

Estava um dia triste, outra vez, ironicamente. Naquele dia já não houve risos, não falámos, não olhaste para mim, apenas te senti e sei que me sentiste a mim. Sabia que não tardava mas ainda não o esperava. Não estava pronta - se é que algum dia se está - para te deixar ir embora. Haviam mais histórias para contar e outras tantas para repetir; os ensinamentos... esses eram um poço sem fim.

Vi e senti mais do que queria. Fui mais forte do que aquilo que julgava ser. Voltei a ser garota de escola e naquele momento estava encostada no teu peito. Eu sabia mas não queria. Não queria passar por tudo outra vez embora soubesse que tinhas de ir. Este deixara de ser o teu lugar de paz fazia tempo. E eu aceitei. Foi num suspiro que te perdi. Recuso-me a dizer que partiste porque enquanto houver memória estarás eternamente vivo em mim.

Fazes-me falta todos os dias, meu Elói.

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