Vô.
- 23 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Lembro-me de ser pequenina e querer ser cantora, tivesse ou não jeito. Também quis ser atriz, apesar de achar que não tenho o dom da representação. Tive uma fase em que quis ser arquiteta e aí o propósito era ajudar o avô com as obras, queria ser a arquitecta "oficial" da empresa. Sempre fui muito indecisa porque quero ser tudo ao mesmo tempo. No meio de tantas incertezas a certeza era uma: quero ser como o avô. E vou querer pela vida fora. Quero ser uma pessoa dedicada, trabalhadora e humilde. Quero criar o meu pequeno império de forma honesta, como o vi fazer. Quero ser uma pequena grande mulher, como ele era. Pequeno, mas grande... muito grande.
Grito aos sete ventos que sou sua neta. Faço questão. E quando se trata de falar no meu modelo a seguir o nome que surge é sempre o seu. Seja onde for, é um orgulho falar no seu nome e ver que era uma pessoa muito querida. Saber que toda a gente o conhece e distingue pelo mesmo.
Ironicamente, ou não, o ano passado eu disse que era o brinde mais barulhento do ano, porque podia ser o último. E foi. O último em que celebramos a tua vida. Este ano celebro a tua alma. Não há bolo. Não há festa. Há silêncio. Há memórias boas para recordar. Há a tranquilidade de saber que estás em paz e eu estou contigo.
Se eu pudesse pedir o desejo em teu nome pedia mais 15 minutos contigo. Podiam ser 10, 20, ou até 5, desde que tivesse tempo suficiente para te dar um beijo nessa barba meia desfeita.
Parabéns anjo. 🌟❤




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