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Nos ponteiros da balança

  • 2 de jan. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de jan. de 2019

O excesso de peso nas crianças é uma realidade que me preocupa. De facto, são crianças, queimam mais calorias do que nós - até porque eles têm uma energia que nunca mais acaba. Mas, faz-me muita confusão quando uma criança já tem um peso simpático para a sua idade, e ainda assim, os pais não se preocupam. Não põe um travão, nem tentam dosear a quantidade de comida ingerida pelos seus filhos. Porque eles “ainda vão crescer, não faz mal. Come à vontade” – palavras de pais.

Se na história infantil de Hansel e Gretel os pais se quiseram “livrar” dos seus filhos porque não tinham como os alimentar, hoje em dia, infelizmente, os pais começam desde cedo a bombardeá-los com comida fast food. Não definem regras e quando tentam já é tarde demais e “o meu menino já tem um peso considerado como obeso”. Fazem-me lembrar a bruxa má deste conto infantil. Parece que querem que os garotos fiquem – e, desculpem o termo - gordos à força toda.

Se hoje o seu filho é gordinho e parece uma pilha de pneus Michelin, então no futuro esses pneus podem ser a causa de todas as suas doenças.

E, apesar da diminuição da taxa de obesidade infantil, Portugal encontra-se entre os países da Europa em que se verificam prevalências deste índice. Estes valores estão relacionados nomeadamente com a falta de exercício físico. Cada vez mais cedo, os miúdos chegam da escola e enfiam-se numa secretária a jogar computador até à hora do jantar. Lembro-me de que na minha altura eu chegava da escola e só queria fazer os TPC para conseguir ir brincar para o pátio de minha casa. Muitas vezes já nem conseguia... tanto era o cansaço.

Vamos deixar as nossas crianças serem crianças. Vamos dar-lhes uma vida ao ar livre com qualidade ao invés de lhes darmos uma vida passada em balanças e gabinetes médicos. Vamos deixá-los descobrir o que é a doçura da vida sem que nunca se enjoem.

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