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Dia de festa

  • 1 de jun. de 2020
  • 1 min de leitura

Se me dissessem que há dois anos era a última vez que íamos celebrar este dia, juntas, eu ia rir. Ia rir até que me doesse a barriga e os meus olhos se enchessem de lágrimas. Ia cantar ainda mais alto para que todos soubessem que festejávamos a vida - A TUA VIDA! Ia acender as velas vezes sem conta para te poder ver a apagá-las. Ia tirar fotos até que me esgotasse a memória.

Hoje, os olhos enchem-se de lágrimas, não me dói a barriga, mas tenho o coração pequenino e apertado. O que era barulho é agora silêncio. O que era uma casa cheia, passou a ser uma casa. Uma casa com memórias que não se esgotam. Acendi a vela na mesma... só que esta não a sopras. Não cantei alto, mas sussurei de forma a que me ouvisses. Faço questão de continuar a celebrar a tua vida que foi tão boa.

Agora, a foto da praxe... com o avô do teu lado.

Um beijinho daqui até ao céu, parabéns estrelinha. ✨

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